Isto é talvez melhor do que soletrar letras desalinhadas e desatentas. Ou então só de pensar isso é já cansaço o que sente o meu coração.
Saber ler o que sentimos é ser revelador de almas. Dentro de nós há sempre alguma coisa de simples e natural. Por muito e mais que se fale de filosofia e ciências, estaremos sempre dispostos a desvendar um sorriso natural e antigo e saberemos sempre chegar ao fim.
Meus pensamentos e mágoas e os teus e os dos outros. Será que penso nisso ou só sinto o meu olhar sobre as coisas e os outros. Pergunto só isto, assim tão simples e naturalmente. Não haverá fim para o meu sentir e o meu pensar. Tão claro e natural como a terra que piso e o ar que respiro é este ser-se natural e simples.
Olhamos a Terra à nossa volta e vemo-nos a nós, presentes, sempre.
23 de Novembro 1988
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