Foram tantos os dias
em que eu esperei por ti
sentada na areia fria da nossa praia...
tantas as noites de vigília...
tantos os olhares virados para a estrada,
donde tu surgirias, hoje, amanhã,...
tanto tempo, perdido, à espera
de quem não vem,
nunca virá...
Eu até não te conheço,
não sei como és.
Tu não existes...
Eu sei bem que tu não existes,
nunca exististe...
Sonhei-te um pouco,
como sonhei toda a minha vida...
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