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Mensagens

A mostrar mensagens de abril, 2021
  Protesto contra (com o risco de destruírem o meu protesto também) Agora em vez de serem os miúdos, pobres de rua, a escreverem asneiras nas paredes dos prédios, somos nós, únicas pessoas conscientes desta vida, que tentamos mostrar a que ponto chegou este mundo... Nós, é que nessas paredes e muros, escrevemos protestos... protestos escritos com o sangue daqueles que pelos nossos ideais já morreram ou foram para essa guerra odiosa, que nunca nos pertenceu...e lá ficaram... D'antes os miúdos de rua escreviam palavras sujas nas paredes... (ninguém se preocupava com isso) Hoje, mal escrevemos verdades negras (e tão verdades) logo as apagam com tinta branca (de traição) para tentarem afastá-las ...de nós próprios... mas nunca o conseguirão! Porto, 23 de Abril de 1974
  In this time when affection , kisses and hugs are denied to us, the luminous smile and the open laughter of Engin Akyürek are a balm for our hearts! His “joie de vivre” is contagious and reminds us that despite all the problems we face, life is a gift and worth living! April 22, 2021
  Nesta época em que os afectos, os beijos e os abraços nos são negados, o sorriso luminoso e o riso aberto de Engin Akyürek são um bálsamo para os nossos corações! A sua "joie de vivre" é contagiante e lembra-nos que apesar de todos os problemas que enfrentamos, a vida é uma dádiva e vale a pena ser vivida! 22-04-21
  Menina, o que vai ser? Na esplanada do café dos prédios de tijolo cor-de-laranja, próximos de onde vivo. Ultimamente tenho ido aí traduzir os contos de E.A. e receber um pouco de ar fresco pela tarde. Sou tratada por “menina”, apesar da idade evidente nos meus já inúmeros cabelos grisalhos. Durante décadas, essa forma de tratamento coloquial e próxima, denotando uma relação que no caso era inexistente, costumava irritar-me... Hoje à tarde, esse “- menina, o que vai ser?”soou diferente. Como se essas relações não existentes do passado, pudessem ser hoje, na esplanada dos prédios de tijolo cor-de-laranja, um laço que nos une a este presente desconexo e fragmentado. 16/04/2021
Liturgia Durante a minha infância e juventude, o domingo de Páscoa era o dia em que, de manhã  ao acordar, pousado na mesinha de cabeceira, encontrava o 1º livro- surpresa do ano. Na noite anterior, o meu pai colocava-o ali, repetindo o ritual no dia do meu aniversário e  no final do ano, no dia de Natal.  Durante décadas a Páscoa era isto e o almoço de família!  Hoje, já há muito que essa Páscoa não existe e  90 quilómetros, mais densos e longos do que toda a muralha da China, separam-me desse almoço de família!