Istambul “ Istambul é como uma amante ferida, que foi atraiçoada...apesar de ainda não ter perdido o brilho nos seus olhos. “ E.A. O bater do seu coração, que durante os últimos meses se encontrava quimicamente controlado, voltava a acelerar. Perante a ideia da possibilidade, ténue que fosse, de viver um entardecer na “ costa “de Istambul, em Kadiköy seria, na costa de Caddebostan. O pôr-do-sol nas águas do Bósforo, a brisa cálida e encantatória dos fins de tarde, presenças marcantes em narrativas que lera, no imaginário de poetas que traduzira e plasmados em fotogramas de guiões cinematográficos de tempos passados ou imaginados. O “ Hüzün “, essa tristeza melancólica colectiva que a cidade respira desde tempos ancestrais. Os gatos de Istambul, passeando-se vagarosamente na orla e Gli, a gata imperatriz, guardiã da Grande Sabedoria. As gaivotas sobrevoando os “ ferries “ nas su...