Domingo à noite, à espera de segunda-feira Dantes, quando ainda trabalhava, os fins de tarde e as noites de domingo eram sempre uma angústia. Era o terminar do fim-de-semana, do tempo de descanso e de lazer que rapidamente se esgotara e anunciava a manhã de segunda-feira e a interminável semana de trabalho intenso e desgastante, que teria de enfrentar. Invariavelmente, na última sessão da tarde, para prolongar um pouco mais o “tempo útil” de domingo, qualquer que fosse o filme escolhido e a boa companhia a meu lado, havia sempre esse sobressalto, esse desassossego. Agora, o anoitecer, aos domingos, é toda uma outra inquietação, à espera pelo fim do dia de segunda-feira, à espera de “Sefirin Kizi”, como uma adolescente apaixonada que espera ansiosa pelo namorado, nos primeiros encontros, ingénuos e furtivos. No écran “em loop”, os episódios mais recentes de “Sefirin Kizi”vão correndo, fotograma após fotograma, impressionando a minha retina,...